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Assim: Carol, 18 anos e uma cabecinha que não revelaria sem meu advogado por perto.



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sobre o último post

entediou-se com sua moda...
www.restos-raspas.blogspot.com

- Postado por: Carol �s 02h09
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Deslizes

Equilibrando a taça vermelha, brincava de divino.
Alguns beijos, uma fragrância e uma canção latejavam em sua mente emaranhada de emoções. Sentia as mãos frias, interpretando-as como um prelúdio daquela última noite.
Bateram à porta. Com as roupas de quando se conheceram, segurava uma rosa envergonhada e sustentava o enigma de sempre.
Recebeu um convite para entrar, e não questionou a existência de um líquido espalhado pelo chão.

 

 

 

 

*Nasceu! – dia 01/01 (é, demorei mesmo pra voltar aqui ), o Depósito de Idéias. A Carol tá postando lá junto com um monte de gente que transborda talento. Modéstia à parte, recomendadíssimo.



- Postado por: Carol �s 02h01
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São três horas da manhã e você me liga...

 

Ela brincava com o quinto copo de conhaque, num balcão com pouco brilho e muitas lágrimas. Se cair bebida, o que me disse era verdade.

Carregava em suas costas os cabelos nem louros, nem castanhos, que caiam desalinhadamente até a cintura. Carregava também aquela perturbação que a fazia ter vontade de arranhar a si mesma, e olhos nem negros, nem azuis.  

Mas precisava manter-se bela. cor-de-tempestade, disse-me um dia, quando brincava com o desenho de minhas sobrancelhas...e mais uma gota fugia do copo e escapava pelos seus olhos.

 Uma história cheia de briguinhas de ciúme, filmes bobos, guerras de travesseiro, discos raros, brigadeiro queimado... e quando ela finalmente conseguira enganar o que seu coração pedia, essas palavras?

... Tão baixas, perdidas...certeiras. Tinha vontade de fazer um poema com elas. Mas ela não levava jeito pra isso.

se o garçom estiver vindo limpar onde deixei cair o conhaque, vou até sua casa agora.

E o moço gentilmente passou um pano sobre o balcão, com um sorriso quase angelical.

 

 

 

* alguém lembra dos cabelinhos que perdi no vestiba? estou recolhendo-os. passei, caralho. maringá e psicologia, aguentem-me. "mas...carol...você não vai fazer letras???é a sua cara..." não. e sim, meu sorriso ocuparia esse blog inteiro. =)

 



- Postado por: Carol �s 00h04
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Espírito de Natal

- Amor, natal tá chegando hein...

- Arram.

- Nossa! Cadê seu espírito natalino, Paulo? Todo mundo com a casa brilhando, e a gente nesse apartamento frio, com você e esse inseparável controle remoto. Olha, eu tô falando...dá pra prestar atenção em mim? Vou comprar a guirlanda mais bonita da loja, e com o seu cartão.

- Tá louca, Amanda? Se você devolvesse meu inseparável controle remoto, eu poderia colocar no jornal, que provavelmente está falando dos preços subindo. Cadê a árvore do ano passado?

- Sua mãe levou embora depois do carnaval, disse que combinava mais com a casa daquele netinho azedo dela. Eu concordei, porque aquela árvore era horrível. Dava pra sentir o cheiro de plástico velho lá do corredor.

- Fica sem, então. Você precisa aprender a economizar, benzinho... senão o sonho da casa própria não vai sair daquela maquetezinha que você fez.

- Insensível! Lembra da minha ameaça do último andar, né? Você quer mesmo uma mulher suicidada, só pode.

- Você sempre teve sorte, Amanda... quem sabe não cai em cima de um saco de lixo, e aproveita as sobras da ceia da vizinha?

- Ai, por que fui me casar com você hein? Devia ter ficado com o Julinho, ele era tão romântico!

- Toma, Amanda. Pega esse cartão de crédito e som...mamãe, a senhora por aqui? Que sacola é essa? Ah, trouxe a árvore do ano passado, porque meu sobrinho não gostou? Viu, Amanda? Eu disse que você era sortuda!



- Postado por: Carol �s 13h46
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Aqueles dias em que você está mais sensível e...

Entrou como quem saía do inferno. Olhou à sua volta, e seus olhos claros dilataram-se junto com as náuseas.

Escolheu um banco longe de muitos olhares, e cobriu seu rosto com uma mão. Tinha as unhas tingidas de preto, que a lembravam de que era forte. Mas denunciava sua fragilidade exibindo a franja, da mesma cor, cortada à altura da sobrancelha como se pudesse cobrir seus olhos para protegê-la do mundo.

Ela não era bonita, mas as emoções que exalava causavam suspiros. Escondia suas pernas em uma saia tingida de vinho, até os pés. Pendia, em cima do buda de sua blusa colorida, um colar que não combinava com seus brincos ausentes, mas com uma atrevida pinta na orelha direita.

Mostrava impaciência com a velocidade de sua fuga, mas também receio de ser rápida demais. Mexeu em seus lábios, como se os obrigassem a não ceder às lágrimas que ameaçam deixar sua pele ainda mais alva.

Continuava a esconder-se com as mãos, mas deixou escapar seu desespero quando não lhe atenderam no celular.

Finalmente chegou. Andou em diagonais, até decidir o lado do meio-fio em que se sentaria. Consultou o relógio, parecendo temer o desbotamento de suas cores até que alguém a buscasse. 



- Postado por: Carol �s 20h55
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Cicatrizes...

 

...De quando me arrancaram a pele,

Subornaram-me os sentidos,

Secaram-me as pupilas.

 

( Da acidez da chuva que me atingia,

De Hera, que de mim gargalhou

Quando um beijo a lua me prometia,

E sua face à mim revidou.)  

 

 

Do dia que me atropelaram,

Por um turbilhão de maledicências

Pregaram-me na cruz de todos os anjos

E atravessaram-me os pecados que ainda alimento.

 

(Dos desejos que fomento,

Dos fantoches que me causam tormento,

Da luz que me cortou as asas 

E da noite que me desperta em brasas)

 

 



- Postado por: Carol �s 13h36
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Bacalhau com Guaraná

 

- Mamãe, eu sou brasileiro?

- Claro que é. Carioca da gema, ainda. 

- Mas... por que eu nunca vejo ninguém dizendo que fala brasileiro?

- Nós falamos português, João.

- Então quer dizer que a nossa língua não é nossa de verdade?

- Não. A não ser que você queira aprender a falar Tupi, que é a língua dos índios que sempre moraram aqui.

- Eu quero! Quando eu entrar na 6ª série, vou aprender?

- Não, meu filho. Você aprenderá inglês, eu acho. Então vai poder falar como as pessoas dos Estados Unidos - onde inventaram a Coca-Cola.

- Mas eu não quero. Eu gosto de morar aqui, mamãe. Preciso aprender a falar Tupi, e ser brasileiro de verdade.

-. Tupi. Tupi pra quê João? Ninguém nunca aprendeu isso na escola. Brasileiro fala português por causa de um país chamado Portugal, e pronto. Você vai estudar isso ainda. Agora não me amole com essas idéias. Vá brincar um pouco, que o almoço jajá fica pronto.

- Mas... ah, tudo bem. O quê vai ter pra comer?

- Carne-de-sol com a macaxeira que seu pai trouxe lá de Catanduva...

 

 

 



- Postado por: Carol �s 10h08
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Anedota

A Carol não tem tempo pra postar. E quando tem, não tem inspiração. A Carol começou a perder cabelos, porque o vestibular ta chegando. E vida de desesperada é parecida com de nerd, salvo as cervejas e os escândalos.

A Carol também poderia fingir coma, e nunca mais beirar o blog, até porque o template já está lhe causando náuseas... essa mania de desassossego ainda a mata.

Bem... se ela não aparecer em menos de dois meses, pronto: morreu de desassossego.

Ah! A Carol também deixa um beijo pra todo mundo, porque ela é boazinha e carinhosa.   



- Postado por: Carol �s 18h34
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Deixe chover...

Pra lavar essa saudade,

Ansiedade.

(Esperança é a última a morrer... mas acho que seu lugar em meu coração a venceu.

Conceda-me essa dança... flutue comigo, olhe bem de perto as cores de meu mundo.  

Dê-me uma rosa. Não sou tão diferente assim.)

Lave isso tudo que é ridículo.

( o que você fez foi amor comigo? Atreveu-se a vencer a independência de minha libido?)

Escorra pelo bueiro mais imundo, deixe os ratos comerem a inutilidade do que sobrou.

Dê-me mais um beijo. Mas não se esqueça de que esse é o fim.

- A última coisa que te peço... pare de acreditar em mim.




- Postado por: Carol �s 22h16
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Tronco forte que não quebra, não entorta...

 

Praqueles que me fazem acordar de bom-humor,

E se divertem com as comédias quase trágicas que vivo.

Que me fazem sentir saudades,

E que passam madrugadas falando de um assunto que não acaba nunca.

Praqueles que bebem um pouco a mais,

E revelam esquisitices que me surpreendem.

Que deixam a vida mais colorida com um sorriso,

E que um dia ainda serão responsáveis pelas minhas rugas.

Que desabafam quando não devem,

E acabam ouvindo uma piada cheia de malícia com carinho.

Que são excêntricos e pervertidos... quase esquisitos.

Mas viciam mais que a mesa de baralho no churrasco de domingo.

 

Minhas pestys, meu karma, meus amores... vocês não têm meu corpinho-delícia, mas o meu coração – Mais mole e ruim que a comida da Néri – é de vocês. =)

 

* A cor no post é o J.J. de Limão... digam 'hi, sexy'.

* A propósito, já que hoje é dia do eu-lírico se pronunciar, comunico que vou alternar um pouco os textos. Esse blog anda tão subjetivo que me deixa triste.



- Postado por: Carol �s 10h54
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Explosão

 

Quando a solidão congelou seu corpo, ela finalmente se sentiu desesperada.

Desorientada.

Num mundo que não era seu, sob um sol que não a aquecia.

Vinho tinto e champanhe. Não há nada que comemorar; mais um motivo para a embriaguez. Até que seus lábios estejam dormentes, até que aceite um beijo da solidão, mesmo que não seja quente.

Desejava apenas alguns desamores...

Assim não sentia desprezo pelo próprio coração, que batia em descompasso.

Quem contemplaria seus olhos cinzentos? Seu sorriso pálido...

...  Quanto desalento!

Visto em seu sorriso pálido, patético... impassível.

De dias que não existiram, de mãos que não a envolviam.

Desejo de morrer,

(pela) vontade de viver.   

 



- Postado por: Carol �s 15h53
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Implosão

 

Quando a solidão gelava seu corpo, ela se sentia confortada. Acompanhada, protegida.

Não; desabrigada, desgarrada, desamparada.

Vinho tinto ou champanhe? Não tinha o que comemorar. Vinho tinto.

Mas... e a solidão, não é comemorável? Adorável?

Lamentável.

Desesperante, quase desprezível. O que ela sentia; não a solidão. Ou o que ela não sentia. Não se sabe, nem se ouve... fale de seus olhos cinzentos!

De dias nublados, ou de brumas que abrem caminho para Avalon?

De delírios entorpecentes, que procuram por quem a pertence,

 entrementes?



- Postado por: Carol �s 20h30
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Morreu na contramão atrapalhando o trânsito...

 

Se pareço estranha, pálida, quase decadente... Há resposta em meus olhos. Olhos de angústia, desespero, descrença. Olhos que vagam querendo ser cegos, por verem além.

Além dos braços abertos de frente pro mar, dos vidros fechados e surdos. Além da vida de alguns, e perto da morte de outros.

Se pareço vazia, é porque tenho medo de sentir algo que me deixe bem, e de repente ser egoísta.

Pelos ventres doentes, pelos rostos salgados. Pelos dias que só são quentes quando queimam.

Se pareço sonolenta, deixe-me adormecer até o pôr-do-sol. Quando tudo é inevitavelmente escuro, confortante.

Como o silencio que me faz fingir indiferença, como o deserto que me faz ouvir a voz de Deus.

Pra quem peço que desate os nós de meus pulsos, que sussurrei ao diabo que os fizesse tão fortes quanto as palavras de quem provocou minha mudez.

 

 

* o título é Chico Buarque, Construção. Chocante.



- Postado por: Carol �s 19h59
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Sobre diminuir (ou aumentar)

Lembra de quando o mundo era pequeno demais pra nós?

De quando o sol esquentava nossas caras

De quando chovia, e a gente chorava?

De quando eu te lotava de sorvete

E você me enchia de alegria?

De quando eu te sorria

E você me amava?



- Postado por: Carol �s 20h35
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braços abertos, olhos fechados

 

Pedir para conhecer a felicidade, seria pedir demais? Seria pedir demais aprender a sorrir, esquecer a palidez?

É o que se perguntava toda noite, agarrando-se aos travesseiros. Travesseiros desgastados, entediados.

O paraíso colorido, cheio de flores para deitar, não existia. Tudo não se passava de histórias que as fadas inventavam para  fazê-la adormecer com rapidez, e se esquecer de que elas também não eram reais.

Dias seguintes eram dias de olhos – e vida – umedecidos. De lágrimas, e goteiras. Alagados de solidão, pesar.

Em um deles, decidiu pular de seu andar, e finalmente sentiu o vento batendo em seus cabelos. Ah, a brisa da manhã... tarde demais, tarde demais.



- Postado por: Carol �s 14h04
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